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LESÕES MUSCULARES E TENDINOSES
DISTENSÃO DA VIRILHA.
08.04.22
Maria José Queiroz

DISTENSÃO DA VIRILHA.

DISTENSÃO DA VIRILHA.

Distensão é o estiramento ou ruptura do músculo ou do seu tendão. A distensão da virilha é uma lesão comum nos esportes como corrida e salto, futebos, equitação. Esportes que requerem arrancadas e viradas bruscas ou “abertura” excessiva da perna podem causar esta lesão


Os músculos mais comumente afetados são os adutor longo, reto femural, reto abdominal e ileopsoas, As lesões podem ser agudas ou crônicas; sendo a maioria crônica devido ao tempo que o paciente leva para procurar ajuda. O músculo mais frequentemente estirado é o adutor.

SINTOMAS

A dor é produzida ao longo da região interna da coxa quando o paciente faz o movimento de juntar as pernas ( adução da coxa ) ou quando faz a elevação da perna. Pode haver sensibilidade à palpação. Dependendo da fase da lesão- aguda , subaguda ou crônica – a dor pode aparecer no repouso, durante ou após a atividade física. A rigidez também pode ser observada nesses casos.

Se não tratada de forma eficaz, essa lesão pode se tornar crônica. Quando o indivíduo descansa, a dor parece ter sido abolida. Mas, assim que ele volta ao esporte, a dor reaparece e o quadro se reagrava. Se a recuperação não for completa antes do retorno ao esporte, nova lesão se instala e a história se repete, levando à patologia crônica do tecido. VIDE NESTE SITE: TENDINITES, TENDINOPATIAS E DISTENSÕES.

TRATAMENTO MCKENZIE

TENDÕES E MÚSCULOS NECESSITAM DE TENSÃO PARA SEREM REABILITADOS

A distensão da virilha é raramente vista na fase aguda. Problemas crônicos são os mais comuns em nossos consultórios, sendo o quadro clínico caracterizado pelo encurtamento, a hipersensibilidade e o descondicionamento desses tecidos.

FASE AGUDA.

Se o paciente for visto na fase aguda, repouso , gelo e elevação do membro são indicados. Ainda nesta fase o protocolo de exercícios pode ser aplicado de forma progressiva, visando a estimulação da força tensil. È importante definirmos:

· O tempo de repouso.

· Quando começar o fortalecimento do tendão e qual carga a ser colocada.

FASE CRÔNICA.

Se o paciente estiver numa fase mais avançada da lesão (crônica), a reabilitação e o reparo completo do tendão deverão ser obtidos. Se as atividades esportivas estiverem causando agravamento duradouro dos sintomas, elas devem ser temporariamente suspensas. O protocolo segue as diretrizes gerais do tratamento das lesões musculotendíneas crônicas, sendo importante termos bem definidos:

· Qual a quantidade e tipo de carga a ser colocada.

· Como recondicionar e reabilitar o tendão.

· Quando liberar o tendão para a atividade física ou retorno ao esporte.

Muitas tendinites e distensões musculares se tornam recorrentes pelo desconhecimento do tratamento adequado.

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