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LESÕES ARTICULARES MAIS COMUNS
DOR ANTERIOR DO JOELHO
08.04.22
Maria José Queiroz

DOR ANTERIOR DO JOELHO

DOR ANTERIOR DO JOELHO.

Embora pouco conhecida, a dor anterior do joelho ou problema patelo - femural é muito comum, principalmente em mulheres jovens ( da adolescência até os 20 anos ). A grande maioria dos pacientes não sofreu nenhum tipo de trauma, sendo a dor tipicamente associada á atividade.

Os sintomas

A dor pode estar presente por meses ou até mesmo anos e geralmente é sentida ao redor da patela e, às vezes, atrás do joelho. A maioria dos pacientes tem sintoma somente em um dos joelhos. Atividades de flexão de joelho são tipicamente dolorosas como quando o paciente se agacha, sobe e desce escadas ou quando fica muito tempo na posição assentada; ao ir ao cinema, por exemplo.

A dor pode ser constante ou produzida durante e após determinadas atividades.

De onde a dor vem?

Os sintomas da dor anterior do joelho podem surgir sem que haja qualquer alteração da cartilagem do joelho ou do osso (osso subcondral), que são características da condromalácia patelar e da artrose.

Não há também qualquer limitação da amplitude dos movimentos da articulação, sendo o joelho capaz de dobrar e esticar totalmente, embora às vezes com dor.

Os sintomas parecem ser produzidos por alterações da mecânica da articulação fazendo com que a pressão sobre a articulação ( cartilagem e o osso ) seja anormal e excessiva durante determinados movimentos ou posições mantidas.

A dor não é causada por inflamação e sim por anormalidades mecânicas posturais.

Quais seriam as anormalidades mecânicas na dor anterior do joelho?

A anormalidade pode ser o encurtamento das estruturas laterais da coxa, o desvio ou a inclinação da patela ou a combinação de ambos. A musculatura interna da coxa tem sua função debilitada.

A avaliação e o tratamento McKenzie.

É fundamental ouvir a história do paciente assim como fazer um exame físico detalhado para se detectar possíveis anormalidades mecânicas.

O programa de exercícios prescrito deverá ser feito pelo próprio paciente (auto - tratamento), de 3 a 4 vezes ao dia.

O tratamento consiste em:

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Repouso somente durante a fase aguda e evitação de posições fletidas com carga sobre o joelho.

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Uso de bandagem se necessário.

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Alongamento das estruturas encurtadas detectadas no exame físico.

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Correção de qualquer desvio patelar usando “taping”.

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Normalização e otimização da função dos músculos intenos da coxa (vasto medial oblíquo).

Concluindo, o tratamento visa reabilitar o paciente para o retorno de suas funções diárias normais. O paciente deve ser capaz de subir e descer escadas numa fase mais avançada do seu tratamento.

Prognóstico.

80% dos pacientes apresentam bons resultados com este tratamento. É importante que os pacientes mantenham os exercícios mesmo após a abolição dos sintomas. Pacientes cujos sintomas eram provocados por escadas, agachamento ou com resistência do quadríceps têm uma resposta melhor ao tratamento.

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