Método Mckenzie

O que é o Método Mckenzie de Diagnóstico e Terapia

 


Simplicidade/ Profundidade/ Eficiência

 

-

Apesar do avanço tecnológico dos diagnósticos por imagem (ressonância magnética e tomografia computadorizada), da farta oferta de medicação e das variadas abordagens de tratamento para as dores na coluna, os pacientes continuam se queixando dos processos prolongados e do retorno dos sintomas.

O Método McKenzie – MDT, criado pelo fisioterapeuta neozelandês Robin McKenzie, veio elucidar a verdadeira origem das dores na coluna e nos membros. Ao atacar a real causa desses distúrbios, o tratamento McKenzie demonstra que a maioria dessas dores é rapidamente reversível, sendo os sintomas abolidos em poucas sessões.

O método consiste em uma avaliação mecânica minuciosa dos movimentos da coluna e dos membros com o objetivo de detectar a origem do distúrbio e, só então, aplicar o exercício reparador específico para cada problema.

Após a resolução desse problema (abolição de dor e de outros sintomas), os pacientes são reeducados e capacitados a atuar de forma preventiva, evitando, assim, novas crises.

Testes caros, como ressonância magnética e tomografia, são frequentemente desnecessários.

O autotratamento e a independência do paciente são características importantes desse método. O paciente é capaz de fazer os exercícios prescritos sem precisar ir ao setor de fisioterapia diariamente.

A abordagem McKenzie oferece condições para o paciente se tratar sem depender de medicação, calor, gelo, ultrassom, agulhas ou cirurgia.

Indicações

Cerca de 60% dos problemas de coluna são rapidamente reversíveis e podem ser eliminados em poucas sessões de fisioterapia.
A abordagem McKenzie oferece condições para o paciente se tratar sem depender de medicação, calor, gelo, ultra-som, agulhas ou cirurgia. É indicado não somente para o tratamento das dores da coluna e hérnias de disco, mas para qualquer tipo de lesão músculoesquelética dos membros como tendinites, distensões, bursites, artrose, lesões meniscais, etc.

  • Dores da coluna e dores irradiadas;
  • Hérnias de Disco (abaulamentos ou protusões discais);
  • Artrose das articulações (osteoartrose);
  • Lesões do esporte;
  • Dores nas articulações dos membros (( ombros, cotovelos, mãos, quadris, joelhos e pés);
  • Lesões agudas e crônicas dos músculos/tendões (rupturas parciais, tendinites, tendinoses, distensões, lesões do manguito rotador do ombro etc.);
  • Fasceítes e bursites;
  • Entorses;
  • Dor de cabeça de origem cervical (cervicogênica);
  • Distúrbios da ATM e dores faciais;
  • DORT/ LER e fibromialgias.

Vantagens do método

Tratamento rápido e eficaz: geralmente são necessárias poucas sessões para que o paciente sinta alívio dos sintomas. Por atuar na causa, o método é eficaz na resolução do problema.

Tratamento individualizado: o exercício prescrito é específico para cada paciente.

Caráter preventivo (auto–tratamento): o paciente, consciente do diagnóstico, é capacitado e estimulado a desenvolver ações preventivas que buscam evitar novas crises;

Reduz o índice de absenteísmo no trabalho: o paciente é estimulado a manter-se na atividade durante o tratamento;

Diminui a necessidade dos exames complementares (raios-X, ressonância magnética, tomografia computadorizada): pois permite uma avaliação confiável na determinação da fonte do problema.

Etapas do tratamento

Etapa 1. Avaliação
Consiste numa avaliação detalhada, na qual é anotada toda a história dos sintomas e o comportamento dos mesmos.

Logo após a tomada da história, são aplicados testes exclusivos do método. São testes com movimentos repetidos e posições mantidas que fornecem informações preciosas para que o terapeuta chegue a um diagnóstico da fonte da dor, possibilitando classificar o problema.

 

Etapa 2. Classificação
Os pacientes são classificados em três síndromes – Derangement Syndrome, Dysfunction Syndrome, Postural Syndrome – ou no grupo de OUTROS – um pequeno número de pacientes que não se enquadram em nenhuma das três síndromes e são identificados em subgrupos, tais como patologias graves, causas não mecânicas, a verdadeira dor crônica etc. Todas as síndromes e os subgrupos de OUTROS têm definições operacionais claras para permitir sua fácil identificação. Cada síndrome é tratada de uma forma individualizada e específica, com procedimentos mecânicos específicos, que incluem movimentos repetidos e posturas mantidas.

 

Etapa 3. Tratamento
Baseado nos dados obtidos com a avaliação, o terapeuta vai prescrever exercícios específicos para o seu problema e orientar sobre as posturas que você deve adotar e as que precisará evitar temporariamente.

Se seu problema se apresentar de uma forma mais complexa, o terapeuta certificado em MDT poderá aplicar técnicas complementares de terapia manual até que você possa se autotratar.

O objetivo é ser o mais eficaz possível, no menor número de sessões.

Um tratamento que você pode fazer 5 a 6 vezes ao dia tem mais chances de ser eficaz num período mais curto de tempo do que um tratamento aplicado por um terapeuta de 1 a 2 vezes por semana.

O foco está em envolver o paciente no tratamento, dando a ele o máximo de autonomia possível. Isso pode diminuir o número de visitas à clínica, economizando seu tempo e dinheiro. Em resumo, a maioria dos pacientes pode se autotratar com sucesso quando lhes são fornecidas as informações e ferramentas necessárias.

 

Etapa 4. Prevenção
Aprendendo a autotratar o problema atual, você ganha conhecimento sobre como diminuir o risco de recorrências. Você saberá também lidar rapidamente com os sintomas se eles recorrerem, assumindo o controle do seu tratamento de maneira segura e eficaz. É mais provável que problemas persistentes sejam evitados com o autocuidado do que com tratamento passivo.